
Eu tinha um jardim, repleto de flores; neles tinham flores de todas as cores, de todas as espécies...
verdes, vermelhas, amarelas, azuis. Tulipas, orquídeas, anemonas, angélicas, antúrios, enfim, podia considerar o meu jardim, um dos mais lindos que eu já tinha visto...
Todos os dias, eu colhia flores, para enfeitar minha casa, eram tantas as variedades, que era difícil, de escolher. Certo dia, quando fui como de costume, colher algumas flores, observei, que aquele jardim, não era mais o mesmo, não tinha a mesma cor, nem o mesmo aroma, por fim, a beleza de outrora estava apagada.
Naquele momento eu não entendi nada, mas quando observei, notei que algumas flores estavam murchando, e eram as flores mais simples daquele jardim, eram as flores que eu não colhia para perfumar minha casa, ou para enfeitar minha mesa; mais notei que aquelas flores, aquelas flores simples as quais eu não dava atenção, elas eram a composição de toda a beleza do meu jardim, elas que tinham as cores mais vivas e bonitas, apesar da simplicidade. E eu não dei atenção, não dei amor, e por isso elas estavam morrendo, e por morrerem aos poucos matavam a beleza e a vivacidade de meu jardim.
Bom, é isso que fazemos com as pessoas ao nosso redor, nós esquecemos de seu valor e de sua beleza, esquecemos que ser simples, não é ser menos, que a vida é o jardim que plantamos, nela podemos ter vários tipos de flores, e quando não cultivamos com amor, atenção, dedicação, elas vão murchando, murchando, e ai quando as perdemos de vez, é que notamos quão grande é o seu valor.
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